Comunidade Socorrista
Número de mortes por gripe A sobe para 60 no Estado do RS
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O número de vítimas por gripe A subiu para 60 no Rio Grande do Sul. Conforme dados divulgados nesta sexta-feira pela Secretaria Estadual de Saúde, na última quinzena de agosto, sete pessoas morreram infectadas pelo vírus H1N1. Canoas, na Região Metropolitana, é o município que mais teve óbitos em decorrência da doença.

Das 60 mortes pro gripe A, 51 mortes foram em decorrência do vírus Influenza A (H1N1) e nove pelo vírus Influenza A (H3N2). Dois bebês de um ano foram as últimas vítimas registradas, em São Leopoldo e Alvorada. Uma delas havia tomado vacina.

No ano passado, o Estado registrou 71 mortes, sendo 67 por H1N1 e 4 por H3N2.

O pico da gripe A no Rio Grande do Sul já passou, o inverno se encaminha para o fim e as estatísticas indicam que este ano deve ser menos traumático, na comparação com 2012. A guarda, porém, não pode baixar: além de o frio de agosto ser alarmante, especialistas entendem que novas medidas devem ser tomadas na próxima campanha para reduzir mais o número de mortes.

A antecipação do início da campanha para 15 de abril — em 2012 começou em 5 de maio — está entre os ingredientes do sucesso da vacinação. O escritor Luis Fernando Verissimo é citado como fundamental para o incentivo à imunização este ano. Depois de ter sido internado no final de 2012 por causa de uma gripe, o escritor foi garoto-propaganda da Secretaria Estadual da Saúde em abril passado. Em 2013, a campanha atingiu, no Rio Grande do Sul, 91% do público-alvo. No ano anterior, apenas 68% dos gaúchos visados receberam imunização.

O resultado é que de janeiro até ontem ocorreram 46 mortes por causa da gripe A no Rio Grande do Sul — 40 causadas pelo vírus H1N1 e seis pelo H3N2. No ano passado, foram 66 mortes, sendo 65 por H1N1 e uma por H3N2, no mesmo período. Passou o período de mais registros de casos no Estado, entre o final de junho e o início de julho, e a tendência é de queda progressiva nos próximos meses. Mas o frio serve de alerta, aponta a chefe da divisão de Vigilância Epidemiológica do Rio Grande do Sul, Marilina Bercini:

— Esse agosto está bastante atípico, pois faz muito frio. Com isso, as pessoas tendem a se concentrar em locais fechados e os vírus se espalham.

No ano passado, a temperatura superou os 30°C pelo menos três oportunidades na primeira quinzena de agosto: fez 31,7°C em Campo Bom no dia 3, 31°C em Uruguaiana no dia 14 e 33°C em Campo Bom no dia 15. Este ano, termômetros rondando zero grau e ocorrência de neve contrastam com o período anterior. Quer dizer, vale seguir apostando no álcool-gel e não deixar de lavar as mãos, maneiras básicas de se livrar do vírus.

Pedida ampliação da base de vacinação

Melhorou, mas a cobertura à gripe A pode ser mais eficiente. Observar o que se passa em países do Hemisfério Norte que já se preparam para o próximo inverno é uma boa dica. O presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), Rogério Wolf de Aguiar, cita as propostas de Grã-Bretanha e Estados Unidos de ampliar a vacinação para estudantes e professores, grupos que convivem em ambientes fechados por várias horas, diariamente. Outra proposta é vacinar todos os jovens até 17 anos. No Brasil, outra medida que seria muito eficaz, especialmente no Sul, seria antecipar o início da campanha para março, salienta Aguiar:

— Os três Estados do Sul se uniram para pressionar o Ministério da Saúde e alertar sobre as características climáticas da região. A data foi antecipada, mas ainda continuamos achando que poderia ser ainda mais cedo.

O pneumologista do Hospital São Lucas e professor da Medicina da PUCRS Virgilio Tonietto apoia as sugestões do presidente do Cremers e ressalta a necessidade de o país dispor de mais vacinas. Muitas vezes, sobram doses e elas acabam sendo destruídas. Seria melhor se houvesse a chance de vacinação gratuita para pessoas de fora dos grupos de risco que desejassem se imunizar.

— Temos notado que há óbitos entre pessoas de fora dos grupos de risco. Se tem sobrado vacinas, seria uma boa política abrir a oportunidade para quem quisesse se vacinar — defende.

As mortes por Gripe A por Estado em 2013*

São Paulo - 327 (até 18 de julho)

Minas Gerais - 82 (até 9 de agosto)

Paraná - 41 (até 12 de agosto)

Santa Catarina - 23 (até 11 de agosto)

* Números não discriminados em H1N1 ou H3N2

Rio Grande do Sul

2013 - 46 mortes por H1N1 (40) e H3N2 (seis) até 15 de agosto
2012 - 66 mortes por H1N1 (65) e H3N2 (uma) no mesmo período

O raio X dos óbitos no Estado

Por município:

1º - Canoas: 7
2º - Porto Alegre: 6
3º - Santa Cruz do Sul: 5
4º - Uruguaiana: 3
5º - Bagé: 3

Grupo de risco:

Sim - 35
Não - 11

Sexo:

Masculino - 28
Feminino - 18



Vacinados contra gripe

Sim - 2*
Não - 40
Não se aplica** - 2
Casos em investigação - 2

* Vítimas incluídas em grupo de risco
** Vítimas não incluídas em grupo de risco

Faixa etária

Inferior a 1 ano - 3
Entre 1 e 10 anos - 2
Entre 11 e 20 anos - 1
Entre 20 e 40 anos - 5
Entre 41 e 50 anos - 10
Entre 51 e 60 anos - 12
Entre 61 e 70 anos - 8
Acima de 70 - 5

PREVINA-SE

— Higienize as mãos com frequência;
— Utilize lenço descartável para higiene nasal;
— Cubra nariz e boca quando espirrar ou tossir;
— Higienize as mãos após tossir ou espirrar;
— Evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
— Não partilhe alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;
— Evite aperto de mãos, abraços e beijo social;
— Reduza contatos sociais desnecessários e evitar, dentro do possível, ambientes com aglomeração;
— Evite visitas a hospitais;
— Ventile os ambientes

Fonte: www.zerohora.com.br

06/09/2013 - Notícias
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